"A Fé é um salto do escuro para os braços de Deus. Quem não salta, não vê a Deus, não é abraçado, fica apenas no escuro." (Desconhecido)

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

A vida terrena da Mãe de Deus

A vida terrena da Mãe de Deus
Com base nas Escrituras Sagradas e na herança histórica da Igreja
O evangelista Lucas, que conheceu de perto a Sagrada Virgem Maria, registrou a partir das palavras Dela, inúmeros factos importantes relativos aos primeiros anos da Sua vida. O evangelista Lucas era médico e também pintor, tendo pintado uma imagem da Virgem, ícone a partir do qual outros pintores fizeram outras cópias.
O nascimento da Sagrada Virgem Maria: Quando se aproximava o momento do nascimento do Salvador do mundo na cidade de Nazaré, na Galileia, morava aí um descendente do rei David, chamado Joaquim com a sua mulher, Ana. Ambos eram pessoas reconhecidamente de boa índole e eram conhecidos pela sua compaixão, humildade e generosidade. Joaquim e Ana atingiram uma idade muito avançada, mas não tinham filhos. Este facto entristecia-os especialmente. Mas apesar da idade, eles continuavam a orar incessantemente e a pedir a Deus para que Ele lhes concedesse um filho. Para isso fizeram até uma promessa de que se eles recebessem a dádiva do nascimento de um filho, o destinariam para servir a Deus. Naqueles tempos não ter filhos era considerado um castigo divino pelos pecados cometidos. Joaquim em particular sofria muito com a falta de filhos, principalmente porque, de acordo com a as profecias, na sua família deveria nascer o Messias-Jesus. Pela paciência e fé Deus deu a Joaquim e Ana uma grande alegria: finalmente conceberam uma filha e a Ela foi dado o nome de Maria, o que em hebreu significa: "Senhora Esperança”.
A entrada no Templo: Quando a Virgem Maria completou 3 anos, os seus beneméritos pais prepararam-na para cumprir a promessa fixada por eles: levaram-na a um templo em Jerusalém para que Ela pudesse dedicar a Sua vida a Deus. A Virgem Maria ficou a residir junto ao templo. Aí, Ela e outras companheiras estudavam as leis de Deus e executavam trabalhos manuais, rezavam e liam as Escrituras Sagradas. Junto a este templo a Virgem Maria viveu perto de 11 anos, cresceu, desenvolvendo em si uma profunda compaixão, em tudo entregue à vontade de Deus, imensamente modesta e dedicada em seus esforços. Desejando viver e dedicar-se exclusivamente a Deus, ela fez um voto de não se casar e permanecer para sempre virgem.
A Sagrada Virgem Maria e José: Os já bastante idosos Joaquim e Ana não viveram muito mais tempo e a Virgem Maria ficou órfã. Quando completou 14 anos, Ela não poderia mais continuar, pelas leis, a residir junto ao templo e era necessário que se casasse. O pároco principal, conhecendo o voto por Ela feito, para não o prejudicar, celebrou apenas pró-forma o Seu casamento com um parente distante, que enviuvara na casa dos 80 anos - um ancião de nome José. José comprometeu-se a cuidar Dela e a proteger a Sua condição de Virgem. José vivia em Nazaré. Ele também era descendente da família de David, mas era um homem sem posses e trabalhava como marceneiro. Do seu primeiro casamento José tivera os filhos Judas, Ócio, Simão e Jacób., os quais nas escrituras são denominados "irmãos" de Jesus. A Sagrada Virgem Maria, levava na casa de José a mesma vida modesta e disciplinada que levara antes no templo.
A Anunciação: No sexto mês após a aparição do Arcanjo Gabriel a Zacarias, por motivo do nascimento de São João Baptista, o mesmo Arcanjo Gabriel foi enviado por Deus para a cidade de Nazaré ao encontro da Sagrada Virgem Maria com a feliz notícia que Deus A escolhera para ser a Mãe do Salvador do mundo. O Arcanjo Gabriel surge perante Ela e anuncia-Lhe: "Deus te salve, cheia de graça; o Senhor é contigo. Abençoada és Tu entre as mulheres!" - Ela ao ouvir estas palavras, perturbou-se e começou a pensar que saudação seria esta. O Arcanjo disse-lhe: "Não temas, Maria, pois achaste graça diante de Deus, eis que conceberás no teu ventre e darás a luz um Filho, a quem porás o nome de Jesus. Este será grande, será chamado Filho do Altíssimo e o Senhor Deus Lhe dará o trono de seu pai David, reinará sobre a casa de Jacob eternamente e o Seu reino não terá fim."
Maria disse ao anjo: "Como se fará isso, pois eu não conheço varão?" Respondendo o Arcanjo disse-lhe: "O Espírito Santo descerá sobre Ti e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra, por isso mesmo o Santo que há de nascer de Ti, será chamado Filho de Deus. Eis que também Isabel, tua parente, concebeu um filho na sua velhice e este é o sexto mês da que se dizia estéril, porque a Deus nada é impossível." Então disse Maria: "Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em Mim segundo a tua palavra." E o Arcanjo afastou-se dela.
Maria visita Isabel: A Sagrada Virgem Maria, após ter recebido do Arcanjo a notícia que a sua parente Isabel, mulher de Zacarias, daria proximamente à luz um filho, apressou-se a ir visitá-la. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Aconteceu que apenas Isabel ouviu a saudação da Virgem Maria, o menino saltou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo e constatou Que sim, a Virgem Maria fora consagrada para ser a Mãe de Jesus Cristo. Exclamou em voz alta "Bendita és Tú entre as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre. Donde a mim esta dita, que a mãe do meu Senhor venha ter comigo?" Então a Virgem Maria disse: "Minha alma glorifica o Senhor, e o meu espírito exulta em Deus meu Salvador”. Porque lançou os olhos para a humilhação da sua serva, portanto eis que de hoje em diante, todas as gerações me chamarão Bem-Aventurada. Porque o Todo-Poderoso fez em mim grandes coisas, o Seu nome é santo. E a sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que o temem. A Virgem Maria ficou a morar durante aproximadamente 3 meses junto a Isabel e depois voltou para sua casa em Nazaré.
Deus informou também José do nascimento de Cristo: O anjo de Deus apareceu-lhe em sonhos e comunicou-lhe que a Virgem Maria iria ter um filho, por obra do Espírito Santo, como Deus já havia avisado através do profeta Isaías (7:14) e ordenou que Lhe fosse dado o nome de "Jesus, nome que em hebraico significa Salvador, porque Ele salvará as pessoas de seus pecados”. Os acontecimentos seguintes relatados pelo Evangelho recordam a Virgem Maria ligada diretamente aos factos da vida de seu Filho - Nosso Senhor Jesus Cristo. Os factos falam Dela aquando do nascimento de Cristo em Belém, depois na altura da circuncisão, das saudações dos reis magos, da apresentação no templo no 40º dia, da fuga para o Egito, da residência em Nazaré, da viagem a Jerusalém na Páscoa, quando Cristo completou 12 anos e assim por diante. Estes factos não necessitam de maiores esclarecimentos. Porém é importante destacar que apesar do Evangelho citar a Virgem Maria sucintamente, estas referências demonstram com clareza aos leitores a grandeza da sua condição espiritual: a Sua modéstia e humildade, a Sua enorme fé, paciência, coragem, aceitação da vontade de Deus e total entrega e dedicação a Seu Filho, Filho de Deus. Nós vemos, portanto porque foi Ela, pelas palavras do Arcanjo, contemplada para adquirir a graça de Deus. O primeiro milagre realizado por Jesus Cristo foi num casamento na Galileia, o qual nos dá com clareza a imagem da Virgem Maria como Defensora perante Seu Filho de todas as pessoas que se encontram em dificuldades. Percebendo a falta de vinho na festa de casamento, a Virgem Maria chama para este facto a atenção de Seu Filho e, apesar de Cristo lhe ter respondido como se estivesse a esquivar: "O que diz isto respeito a Mim e a Você Mulher? Ainda não chegou a minha hora." Ela, sem se perturbar com esta meia resposta, estando confiante que o Filho não deixaria um pedido Dela sem atenção adequada, disse aos servos: "O que Ele lhes disser, façam!" Como é clara neste alerta aos servos a preocupada compaixão da Mãe de Cristo, para que o iniciado por Ela seja conduzido até um final feliz! De facto, o seu pedido não ficou sem ser atendido e Jesus Cristo realizou aqui seu primeiro milagre, tirando de uma situação constrangedora pessoas que não tinham muitas posses, após o que "acreditaram Nele seus discípulos" (João 2:11). Os factos seguintes narrados pelo Evangelho mostram-nos a Virgem Maria, permanentemente ansiosa por Seu Filho, acompanhando as Suas viagens e deslocações, próxima Dele em diversas circunstâncias difíceis e preocupada com as condições do seu repouso doméstico e paz, coisas que Ele nunca aceitava ou considerava como desnecessárias. Finalmente, vemo-la em pé e numa indescritível dor junto ao seu Filho crucificado, ouvindo as suas últimas palavras e pedidos (Cristo entregou-A ao seu discípulo preferido, para que cuidasse dela). Nenhuma palavra de queixa ou desespero sai de Sua boca. Ela entrega tudo à vontade de Deus. Ainda de forma resumida fala-se sobre a Virgem Maria no livro dos Atos dos Apóstolos, quando sobre Ela e sobre os apóstolos no dia de Pentecostes pousa o Espírito Santo em forma de línguas de fogo. Após este facto, segundo a Tradição da igreja, Ela viveu mais 10 ou 20 anos. O apóstolo João, a pedido de Nosso Senhor Jesus Cristo, acolheu-a em sua casa com grande amor, como se fosse Sua mãe, e cuidou Dela até o Seu final. Quando a fé cristã se espalhou por outros países, muitos cristãos vinham de países distantes para A ver e ouvir. Desta época em diante, a Sagrada Virgem Maria tornou-se para todos os discípulos de Cristo uma Mãe comum e um elevado exemplo de conduta a ser seguido.
O falecimento: Certa vez, quando a Virgem Maria estava a rezar no monte Eleon, perto de Jerusalém, apareceu-lhe o Arcanjo Gabriel com um ramo de figueira em suas mãos e diz-Lhe que dali a 3 dias a Sua existência na Terra estará terminada e que Jesus Cristo virá buscá-la para a levar com Ele. Cristo fez tudo de maneira a que nessa época todos os apóstolos vindos de países diferentes estivessem todos em Jerusalém. No momento do seu final, uma luz intensa iluminou o quarto onde estava a Virgem Maria. Jesus Cristo, rodeado de Seus anjos surgiu e recebeu a Sua alma puríssima. Os apóstolos sepultaram o sagrado corpo da Virgem Maria, de acordo com a Sua vontade, ao pé da montanha Eleon, no Jardim Gethsemani, na mesma caverna-túmulo onde estavam sepultados os corpos de seus pais e também de José. Durante o funeral aconteceram muitos milagres. Apenas por tocarem o caixão da Virgem Maria, cegos começavam a ver, maus espíritos eram expulsos dos possuídos e todas as doenças curadas. Três dias após o funeral da Virgem Maria, chega a Jerusalém, atrasado, o apóstolo Tomé. Tomé estava muito triste porque não conseguira despedir-se da Mãe de Cristo e do fundo da alma desejava orar e prestar homenagens em seu túmulo. Quando abriram a caverna, onde a Virgem Maria havia sido sepultada, não encontraram o Seu corpo, somente os véus utilizados no funeral. Impressionados, os apóstolos voltaram para suas casas. À noite durante as suas orações eles ouviram anjos a cantar. Olhando para cima, os apóstolos viram no alto, no ar, a Virgem Maria cercada de anjos, iluminada por uma intensa luz celestial. Ela disse aos apóstolos: "Alegrem-se, Eu estou com vocês todos os dias!" Esta sua promessa de ajudar e defender os cristãos Ela mantém até os dias de hoje, assumindo-se como nossa Mãe celeste. Em virtude de seu imenso amor e ajuda poderosa, os cristãos desde épocas antigas consideram-na e procuram-na em busca de ajuda, chamando-A defensora incansável de todos os cristãos existentes, alegria de todos os que sofrem, Aquela que mesmo após a sua morte, nunca nos abandonará. Desde os tempos mais antigos, a exemplo do profeta Isaías e de sua parente Isabel, os cristãos passaram a chamá-la de Mãe de Cristo e Mãe de Deus. Esta denominação vem do facto de Ela ter dad vida e corpo Àquele Que sempre foi e sempre será o Deus verdadeiro. A Sagrada Virgem Maria é por si só um grande exemplo para ser seguido por todos os que querem agradar a Deus. Ela foi a primeira quem se decidiu inteiramente a dedicar a sua vida a Deus. Ela demonstrou que a sua voluntária condição de Virgem está acima da vida em família e do casamento. Seguindo o seu exemplo, a partir dos primeiros séculos, muitos cristãos optaram por viver as suas vidas na castidade, virgindade, em orações, jejum e pensamento em Deus. Assim surgiu e se consagrou a prática dos conventos e mosteiros. Que pensar do mundo contemporâneo, que absolutamente não valoriza e até humilha a virtude da castidade, virgindade, esquecendo as palavras de Cristo: "Há eunucos que a si mesmo se fizeram eunucos por amor do reino dos céus. Quem pode compreender, compreenda!" (Mat. 19,1-2) Resumindo este breve relato da vida terrena da Sagrada Virgem Maria, é necessário dizer que Ela, em Seu momento máximo de graça e alegria, quando foi escolhida para ser a Mãe do Salvador do mundo e também no momento da sua máxima dor aos pés da cruz (conforme profecia de Simeão "Seu coração foi dilacerado") demonstrou total autocontrole. Assim, Ela demonstrou toda a força e beleza de suas bênçãos e graças: Fé inabalável, paciência, coragem, esperança em Deus e amor a Ele, aceitação. Por isso nós, cristãos ortodoxos, temos um imenso respeito, admiração e consideração por Ela e esforçamo-nos por imitá-la nos seus exemplos.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Entrevista de Dom Alano Maria Pena

video

Padre Leandro entrevista o Arcebispo de Niterói, Dom Alano Maria Pena. Sobre os 100 anos de existência do Seminário São José em Niterói. Confira assistindo o Vídeo.

Padres da Igreja

Os tempos de ouro da Patrística foram os séculos IV e V, embora possa se entender que se estenda até o século VII a chamada "idade dos Padres". Os principais Pais do Oriente foram: Eusébio de Cesareia, Santo Atanásio, Basílio de Cesareia, Gregório de Nisa, Gregório Nazianzo, São João Crisóstomo e São Cirilo de Alexandria.Os principais Padres do Ocidente são: Santo Agostinho, autor das "Confissões", obra prima da literatura universal e Santo Ambrósio, Eusébio Jerônimo, dálmata, conhecido como São Jerônimo que traduziu a Bíblia diretamente do hebraico, aramaico e grego para o latim. Esta versão é a célebre Vulgata, cuja autenticidade foi declarada pelo Concílio de Trento. Outros pais que se destacaram foram São Leão Magno e Gregório Magno, este um romano com vistas para a Idade Média, as suas obras "os Morais e os Diálogos" serão lidas pelos intelectuais da Idade Média, e o "canto gregoriano" permanece vivo até os dias de hoje. Santo Isidoro de Sevilha, falecido em 636, é considerado o último dos grandes padres ocidentais.
Ícone de Maria, a Theotokos, pelo diácono Ioasaf Athonites
Por esta época surgiu o
monaquismo. Em busca de uma imitação de Cristo mais perfeita, com o tempo o ascetismo cristão tomou formas de afastamento do mundo. Santo Antão é figura-símbolo do monaquismo dos primeiros séculos, mas a sua figura central é São Bento que com os seus dois primeiros mosteiros e a sua famosa "Regra" serviu de referência típica para o monaquismo, principalmente no Ocidente. Na idade média os mosteiros prestaram relevantes serviços e, dentre outros, tiveram a grande missão de conservar a cultura antiga.À medida que o Império romano decaía, a Igreja assumiu muitas de suas funções e ajudou a manter a ordem no meio do caos que se generalizava. O fato de nem tudo se haver perdido se deve em grande parte à influência ordenadora da organização eclesial. Por ela foram estimulados os ideais de justiça social, preservada e transmitida a cultura antiga e civilizadas as populações bárbaras.

Perseguição e crescimento


O Cristianismo nasceu e desenvolveu-se dentro do quadro político-cultural do Império Romano. Durante três séculos o Império Romano perseguiu os cristãos, porque a sua religião era vista como uma ofensa ao estado, pois representava outro universalismo e proibia os fiéis de prestarem culto religioso ao soberano imperial. Durante a perseguição, e apesar dela, o cristianismo propagou-se pelo império. As principais e maiores perseguições foram as de Nero, no século I, a de Décio no ano 250, a de Valeriano (253-260) e a maior, mais violenta e última a de Diocleciano entre 303 e 304, que tinha por objetivo declarado acabar com o cristianismo e a Igreja. O balanço final desta última perseguição constituiu-se num rotundo fracasso. Diocleciano, após ter renunciado, ainda viveu o bastante para ver os cristãos viverem em liberdade graças ao Édito de Milão, iniciando-se a Paz na Igreja.
No decurso do século IV, o Cristianismo começou a ser tolerado pelo Império, para alcançar depois um estatuto de liberdade e converter-se finalmente, no tempo de Teodósio, em religião oficial do Estado. O imperador romano, por esta época, convocou as grandes assembléias dos bispos, os concílios, e a Igreja pôde então dar início à organização de suas estruturas territoriais.
A igreja cristã na região do Mediterrâneo foi organizada sob cinco patriarcas, os bispos de Jerusalém, Antioquia, Alexandria, Constantinopla e Roma. As antigas comunidades cristãs foram, então sucedidas pela "sociedade cristã", o cristianismo passou de religião das minorias para então se tornar em religião das multidões. Com a decadência do Império os bispos pouco a pouco foram assumindo funções civis de caráter supletivo e a escolha do bispo passou a ser mais por escolha do clero do que pela pequena comunidade, segundo as fórmulas antigas. Por essa época não foram poucas as intervenções dos nobres e imperadores nas suas escolhas. Figuras expressivas da vida civil foram alçadas à condição de bispo, exemplo disto foram Santo Ambrósio, governador da Alta Itália que passou a bispo de Milão; São Paulino de Nola, ex-cônsul e Sidônio Apolinário, genro do imperador Avito e senhor do Sul das Gálias, que foi eleito bispo de Clermont-Ferrand.
Martírio de São Pedro, por Caravaggio Antes de findar o século IV o Concílio de Niceia (325) e o Primeiro Concílio de Constantinopla, em respostas às heresias arianas e ao macedonismo, formularam a doutrina da Trindade que ficou fixada no seu conjunto no "Símbolo niceno-constantinopolitano". Por esta época colocou-se a questão da humanidade e divindade de Cristo que ficou definida no Concílio de Éfeso, convocado pelo imperador Teodósio II, que afirmou que Cristo é "perfeito Deus e perfeito homem" e definiu Maria como "Aquela que portou Deus" (Theotokos) em resposta à heresia Nestoriana (do bispo Nestório) que lhe atribuia apenas o Christotokos (Aquela que portou Cristo). Esta posição depois foi reafirmada no Concílio de Calcedônia (451) e no Terceiro Concílio de Constantinopla (680).

Origem da Igreja


A Igreja Católica foi fundada por Jesus Cristo e a Igreja está alicerçada sobre o Apóstolo Pedro, a quem Cristo prometeu o Primado: "Sobre esta pedra edificarei a minha Igreja" (a pedra é Jesus mesmo, "sobre está pedra edificarei a minha Igreja", a "pedra" foi a resposta de Pedro no versículo anterior, ou seja, Jesus) e "Dar-te-ei as chaves do Reino dos Céus" (cf. Mt 16, 17-20) e depois da ressurreição o confirmou: "Apascenta os meus cordeiros" (cf. Jo. 21, 15-17) e que teria apontado Pedro, depois Bispo de Roma, e seus sucessores, como fundamento e cabeça visível de toda a Igreja. A grande maioria dos historiadores considera que de fato neste momento foi fundada a Igreja Católica. A Igreja Católica consumou-se no dia de Pentecostes. Perseguidos pelo Sinédrio, rapidamente os cristãos se desvincularam da sinagoga. A Igreja Primitiva se nomearia Católica (que significa "universal"), ainda no século I d.C., o termo foi utilizado para designar a recente Igreja de Jesus Cristo pelo Bispo de Antioquia Inácio, discípulo do apóstolo João, que provavelmente foi ordenado pelo próprio Pedro, alguns historiadores sugerem que os próprios apóstolos poderiam ter utilizado o termo para descrever a Igreja. O termo Católica invoca o princípio de que desde o começo a Igreja foi universal, aberta aos gentios e estes foram declarados desobrigados de obedecer a antiga Lei de Moisés, conforme ficou definido no ano 49 da era cristã no Concílio de Jerusalém, o primeiro concílio.

Tabela Cronológica do Cristianismo


c.6 a.C. - Data provável do nascimento de Jesus Cristo. Veja também uma data alterantiva calculada com base na Profecia das 70 semanas.
c.33 d.C - Data provável da crucificação de Jesus.
70 - Destruição do Segundo Templo de Jerusalém.
135 - Revolta do Messias Bar Cosiba que termina com a derrota dos judeus, que em decorrência deste facto são expulsos de Jerusalém.
312 - Vitória de Constantino sobre Maxêncio na Batalha da Ponte Mílvio. Torna-se o imperador Constantino I. O novo imperador de Roma é o primeiro a ser tolerante para com os cristãos.
325 - Inicia-se o Primeiro Concílio de Niceia.
380 - Teodósio I declara o cristianismo a religião oficial do Império Romano.
380 - Jerónimo traduz a Bíblia para o Latim.
476 - Queda do Império Romano do Ocidente com a deposição do último imperador romano pelo germânico Odoacro.
1054 - Primeiro grande cisma do Cristianismo, com a separação entre a Igreja Ortodoxa e a Igreja Católica. 1517 - Martinho Lutero afixa as suas 95 teses na porta da Igreja de Wittenberg. Este é veio a ser considerado o marco de início da Reforma Protestante na Europa.

História da Igreja Católica

A história da Igreja Católica cobre um período de aproximadamente dois mil anos, e relata os eventos de uma das mais antigas instituições religiosas em atividade, influindo no mundo em aspectos espirituais, religiosos, morais, políticos e sócio-culturais. A história da Igreja Católica é integrante à História do Cristianismo e a história da civilização ocidental.
A Igreja Católica acredita que ela "está na História, mas ao mesmo tempo transcende. É unicamente "com os olhos da " que se pode enxergar em sua realidade visível, ao mesmo tempo,uma realidade espiritual, portadora de vida divina".

terça-feira, 25 de agosto de 2009

"A Fé é um salto do escuro para os braços de Deus;
Quem não salta, não vê a Deus,
não é abraçado;
Fica apenas no escuro."
(Autor desconhecido)

Origem do Cristianismo

História do Cristianismo

A História do Cristianismo retrata 2000 anos de história da religião cristã e suas Igrejas, iniciando-se no ministério de Jesus (Yeshua ben(bar)-Yoseph) e seus Doze Apóstolos, até a atualidade. O Cristianismo iniciou-se no primeiro século d.C. em Jerusalém, sendo uma religião monoteísta baseada nos ensinamentos de Jesus Cristo que teria nascido por volta do ano 6 a.C., na cidade de Belém, na Judéia (Palestina). Ela tornou-se a religião estatal da Arménia, quer em 301 ou 314, da Etiópia, em 325, da Geórgia em 337 e, em seguida, do Império Romano em 380. Durante a Era dos Descobrimentos (século XV-XVII), o cristianismo se expandiu para o mundo. Ao longo da sua história, os cristãos tem se dividido por disputas teológicas que resultaram em muitas igrejas distintas. Os maiores ramos do cristianismo são a Igreja Católica, a Igreja Ortodoxa Oriental, e as igrejas protestantes.Atualmente o cristianismo possuí cerca de 2,13 bilhões de adeptos, sendo a maior religião mundial adotada por cerca de 33% da população do mundo. É a religião predominante na Europa, América, Oceania e em grande parte de África e partes da Ásia.