"A Fé é um salto do escuro para os braços de Deus. Quem não salta, não vê a Deus, não é abraçado, fica apenas no escuro." (Desconhecido)

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Legião de Maria



                       Nome e Origem da Legião de Maria

A Legião de Maria é uma Associação de Católicos que, com a aprovação da Igreja e sob a poderosa chefia de Maria Imaculada, Medianeira de todas as graças, (formosa como a lua, brilhante como o sol e, para Satanás e seus adeptos, terrível como um exército em ordem de batalha), se constituíram em Legião para servir na guerra perpetuamente travada pela Igreja contra o mundo e as potências do mal.
“Toda a vida humana, quer individual quer coletiva, se apresenta como uma luta dramática entre o bem e o mal, entre a luz e as trevas” (GS 13).

Os legionários esperam tornar-se dignos da sua excelsa e celeste Rainha, pela sua lealdade, pelas suas virtudes e pela sua coragem. A Legião de Maria está por isso organizada à maneira de exército, principalmente do exército da antiga Roma, cuja terminologia adotou, se bem que as tropas e armas legionárias não sejam deste mundo.
Este exército, hoje tão numeroso, teve a mais humilde das origens. Não proveio de longas meditações: surgiu espontaneamente, sem premeditação de regras e práticas. Surgiu a idéia. Marcou-se uma tarde para a reunião de um pequeno grupo, cujos componentes dificilmente supunham que estavam a ser instrumentos da Divina e amorosa Proveniência. O aspecto daquela reunião foi idêntico ao das reuniões legionárias que depois viriam a se efetuar em toda a terra. No meio do grupo, sobre uma mesa, com uma toalha branca, erguia-se uma imagem da Imaculada Conceição (igual à da Medalha Milagrosa) ladeada por dois vasos de flores e duas velas acesas. Esta disposição, tão expressiva no seu conjunto, fruto da inspiração de um dos primeiros a chegar, refletia perfeitamente o ideal da Legião de Maria. A Legião é um exército. E, antes mesmo de os legionários se reunirem, ela, a Rainha, já aguardava, de pé, aqueles que certamente atenderiam ao seu chamado. Não foram eles que a adotaram, foi ela que os adotou. E desde então, com ela marcharam e combateram, certos de que haviam de vencer e perseverar, precisamente na medida em que os estivessem unidos a ela.
O primeiro ato coletivo destes legionários foi ajoelhar. Aquelas cabeças jovens e ardentes inclinaram-se. Rezou-se a Invocação e a Oração ao Espírito Santo; e depois, aqueles dedos que, durante o dia, haviam trabalhado arduamente, desfiaram as contas do terço, a mais simples das devoções. Terminadas as orações sentaram-se e, sob a proteção de Maria (representada pela sua imagem), aplicaram-se a procurar os meios de mais agradar a Deus e de O tornar mais amado neste mundo, que lhe pertence. Desta troca de impressões nasceu a Legião de Maria, com a fisionomia que hoje apresenta.
Que maravilha! Quem, considerando a humildade de tais pessoas e a simplicidade do seu procedimento, poderia prever, mesmo num momento de entusiasmo, o destino que em breve as esperava? Quem, dentre elas, poderia imaginar que estava sendo inaugurado um sistema que, sendo dirigido com fidelidade e vigor, possuiria o poder de comunicar, através de Maria, a doçura e a esperança às nações? Entretanto, assim havia de ser.
O primeiro alistamento dos legionários de Maria realizou-se em Myra House, Francis Street, Dublin, Irlanda, as vinte horas do dia sete de setembro de 1921, véspera da festa da Natividade de Nossa Senhora. A organização nascente ficou conhecida no início como “Associação de Nossa Senhora da Misericórdia”, em virtude de o primeiro grupo ter tomado o título de “Senhora de Misericórdia”.
Circunstâncias, aparentemente casuais, determinaram o dia sete de setembro, que parecia menos indicado que o seguinte. Só alguns anos depois – quando provas sem número de um verdadeiro amor maternal, levaram à reflexão – é que se compreendeu que, no ato do nascimento da Legião, esta recebera das mãos da sua Rainha uma enternecedora carícia. “Da tarde e da manhã se fez o primeiro dia” (GN 1,5); e com certeza os primeiros e não os últimos perfumes da festa da sua Natividade eram os mais apropriados aos momentos iniciais de uma organização, cujo principal e constante objetivo em reproduzir em sí própria, a imagem de Maria, de maneira a glorificar melhor o Senhor e a comunicá-lo aos homens. 

                                                                                                                     Finalidade da Legião de Maria

A Legião de Maria tem como fim a glória de Deus, por meio da santificação dos seus membros, pela oração e cooperação ativa, sob a direção da autoridade eclesiástica, na obra de Maria e da Igreja: o esmagamento da cabeça da serpente e a extensão do Reino de Cristo.
A menos que o Concilium aprove, e as reservas apontadas no Manual Oficial da Legião de Maria, a Legião de Maria esta à disposição do Bispo da Diocese e do Pároco para toda e qualquer forma de serviço social e de Ação Católica que estas autoridades julguem conveniente ao legionário e útil à Igreja. Os legionários nunca tomaram sobre si qualquer destas atividades numa Paróquia sem a aprovação do Pároco ou do Ordinário. Por “Ordinário” entende-se o Ordinário local, isto é, o Bispo diocesano ou outra autoridade eclesiástica competente.

a) O fim imediato de tais organizações é o fim apostólico da Igreja, isto é, destinam-se à evangelização e a santificação dos homens e a formação cristã da sua consciência, de modo que possam fazer penetrar o espírito do Evangelho, nas várias comunidades e nos diversos ambientes.
b) Os leigos cooperando ao seu modo com a Hierarquia, contribuem com a sua experiência e assumem a sua responsabilidade no governo destas organizações, no estudo das condições em que a ação pastoras da Igreja se deve exercer e na elaboração e execução dos planos a realizar.

c) Os leigos agem unidos, como um corpo orgânico para, que se manifeste com maior evidência a comunidade da Igreja e para que o apostolado seja mais eficaz.

d) Os leigos, quer se ofereçam espontaneamente quer sejam convidados à ação e à direita colaboração com o apostolado hierárquico, trabalham sob a superior orientação da mesma hierarquia, a qual pode aprovar essa cooperação com um mandato explicito” (AA 20).

                                                                                                                                    O Espírito da Legião

O espírito da Legião é o próprio espírito de Maria, de quem os legionários se esforçarão, de modo particular, por adquirir a profunda humildade, a obediência perfeita, a doçura angélica, a aplicação contínua à oração, a mortificação universal, a pureza perfeita, a paciência heróica, a sabedoria celeste, o amor corajoso e sacrificado a Deus e, acima de tudo, a sua fé, virtude que só ela praticou no mais alto grau, jamais igualado. inspirada nesta fé e neste amor de Maria, a Legião lança-se a toda a tarefa, seja ela qual for, "sem alegar impossibilidades, porque julga que tudo lhe é possível e permitido" (Imitação de Cristo, L. III: 5). 

ALFIE LAMBE, 'el corderito' de Deus

Alfie Lambe nasce em 1932 na Irlanda. Alfie (diminutivo de Alphonsus) é o oitavo filho de uma família de camponeses. Ama o campo, a caça, futebol e a vida ao ar livre. Aos 16 anos convence o pai a deixá-lo entrar para a vida religiosa. “Queria fazer algo por Deus”.
Mas o noviciado em Dublin revela-se difícil para ele. Tímido e diferente dos outros, vive isolado refugiando-se apenas nos livros, todos eles versando sobre Nossa Senhora. Pela sua saúde precária, juntamente os seus problemas de identidade dificultando o relacionamento com outros, é julgado inapto para ser religioso. É reenviado para casa.

A Legião de Maria

Regressado, Alfie vive deprimido pela sua experiência não consequente. Porém, pouco depois, conhece o movimento da Legião de Maria: apostolado humilde e exigente, profundamente mariano, e espírito de fraternidade. Inserido, sente-se rapidamente à vontade, renovado de entusiasmo e generosidade. Em poucas semanas, realiza que encontrou o seu caminho.

América Latina

A Legião está em plena expansão. O exemplo de Edel Quinn, falecida cinco antes em África (1944), galvaniza os seus membros. O fundador, Franck Duff, decide iniciar uma nova missão na América Latina. Envia Seamus Grace, acompanhado por Alfie.
Aterram em Bogotá, capital da Colômbia. Aí começa o apostolado porta a porta, mas também trabalha com jovens raparigas de um colégio reservado à classe alta. Com elas irá evangelizar outras moças caídas na prostituição. Se as primeiras descobrem a precariedade de vida e pobreza espiritual e afectiva de jovens da mesma idade, estas últimas são tocadas pela atenção e preocupação que lhe devolvem dignidade e esperança, a consolação de não se sentirem desprezadas por todos.
Alfie possui um verdadeiro carisma de escuta e de compaixão e percebe que, para servir Deus nos mais humildes, é-lhe preciso esquecer-se de si mesmo.

Confiança em Maria

A Colômbia é apenas o ponto de partida de um longo périplo que o levará da Venezuela ao Perú, da Bolívia ao Paraguai, passando pelo Uruguai e, finalmente, à Argentina. Aprende as línguas locais, manda traduzir um livro com orações, visita leprosarias, prisões, funda novos grupos da Legião, converte livres-pensadores e comunistas notáveis. Alfie é incansável ao ponto de ser chamado de “jovem conquistador”. A sua disponibilidade, espírito de serviço e sorriso maravilham a todos. Modestamente, responde que o sorriso é inato a todos os irlandeses. Quanto ao resto, traçou 3 linhas de conduta: vida orante alimentada pela eucaristia e oração pessoal, abandono confiante na Virgem Maria e obediência incondicional à Igreja.

Todos os que o conheceram dirão dele: “Ele era o que fazia e fazia o que dizia.”

Como Maria, Alfie viveu o seu lema “Eis o servo do Senhor!”

No início de Janeiro de 1959, sente-se cansado e sofrendo náuseas. Descobrem-lhe um tumor no estômago. Seguem-se dez dias de grande sofrimento sem por isso se lamentar nem desanimar. Falece com 28 anos no dia 21 de Janeiro, dia de Stª Inês – que significa cordeiro, tal como o seu apelido de família, Lamb, em inglês.

Em 1987 iniciou-se o processo da causa pela sua beatificação.

Venerável Edel Quinn

EDEL QUINN - 1907-1944

Era em 1937, na Africa. Um sacerdote holandês conduzia de carro uma jovem irlandesa a uma reunião da Legião de Maria, a alguns quilómetros da Missão. Chegaram a um rio. As águas haviam engrossado tanto que a ponte desaparecera. O sacerdote preparava-se para regressar à Missão, quando a jovem Ihe diz: "Avance, Padre, estou certa de que Nossa Senhora nos protegerá!" Embora aterrado, achou que não deveria resistir a tamanha fé. Alguns homens que ali estavam formaram uma cadeia humana para son¬dar as águas e certificar-se de que a ponte ainda existia. Existia, com certeza. O sacerdote meteu o carro à água e lançou-se cegamente na travessia. A água inundou o motor e as velas, mas, com o impeto, o carro avançou, cruzou o rio e subiu a margem do lado oposto. Uma vez em terra, limpou as velas e experimentou a ignição. O carro pegou com tanta felicidade que puderam seguir e chegar a tempo à reunião.
A jovem era Edel Quinn e o incidente um dos tipicos da sua vida. Partira de Dublim em 1936 com o mandato de fundar a Legião na Africa Oriental e Central. As dificuldades foram enormes, mas enfrentou-as com inabalável fé e coragem. Quando os outros hesitavam, respondia invariavelmente: "Porque nao havemos de confiar em Nossa Senhora?" ou "Nossa Senhora cuidará de tudo! "
Durante cerca de oito anos, apesar de a sua saúde se ir degradando francamente, trabalhou nos vastos territórios que Ihe haviam sido confiados. Pelo seu esforço, centenas de Praesidia e numerosos Conselhos Superiores surgiram de forma duradoura. O resultado foi o alistamento de milhares de africanos no trabalho de evangelização confiado à Igreja.
A fonte de toda a actividade de Edel era a sua profunda união com Deus, sustida por uma oração constante. A Eucaristia, centro da sua vida: "Que desolada seria a vida sem, a Eucaristia!", escreveu ela. A sua devoção a Maria caracterizava-se por uma confiança infantil e generosidade sem limites. Disse que jamais recusaria a Nossa Senhora fosse o que fosse que, em seu entender, Ela quisesse. O Rosário de Maria parecia andar sempre nas suas mãos.
Morreu a 12 de Maio de 1944. Em 1957, o Arcebispo de Nairóbi iniciou o processo para a sua beatificação, tendo sido interrogadas muitas testemunhas, a maior parte delas em Africa e na Irlanda. O seu testemunho, publicado pela Santa Sé, revela não só uma extraordinária santidade, mas uma santidade na sua forma mais atraente. As palavras amor, alegria e paz aparecem em quase todos os testemunhos. O Vigário Geral da Mauricia exprimia o que muitos sentem. quando dizia de Edel: "Quero salientar especialmente a sua constante alegria; sorria sempre; nunca se queixava; estava sempre à disposição de todos, jamais regateando o seu tempo."
Pertence à Santa Sé ajuizar da sua heróica santidade. Entretanto, centenas de Bispos escreveram ao Santo Padre, em apoio da sua Causa, acentuando muitos deles, como se compreende, a importância especial da sua beatificação para os jovens do nosso tempo. Como diz um Cardeal espanhol, Edel é "uma imagem da eterna juventude da Igreja". ***
Existe uma Imagem de Nossa Senhora pertencente a Edel. Quando estava a morrer, um sacerdote levantou-a diante dos seus olhos; Edel olhou para ela, sorriu e expirou.
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ORAÇÃO

Eterno Pai, eu Vos agradego a graça que concedestes à Vossa serva Edel Quinn, de se esforçar por viver sempre na alegria da Vossa presença; eu Vos agradeço a irradiante caridade infundida no seu coração pelo Vosso Espirito Santíssimo, e a força que ela hauriu no Pão da Vida, para trabalhar até à morte pela glória do Vosso nome, em amorosa dependência de Maria, a Mãe da Igreja. Confiado, ó Pai Misericordioso, em que a sua vida Vos tenha agradado peço-Vos me concedais, por sua intercessão, o favor especial que agora Vos imploro..., e torneis conhecida por meio de milagres a glória de que ela goza no céu, para que possa ser também glorificada pela Vossa Igreja na terra, por Cristo Nosso Senhor. Amem

Coloca o meu pedido nas mãos de Maria, para quem Edel se voltava em todas as suas necessidades.

Ave-Maria...

Todos os favores atribuídos à intercessão de Edel Quinn deverão ser comunicados a qualquer Conseiho da Legião de Maria ou directemente ao Concilium Legionis Mariae, De Montfort House, North Brunswick Street, Dublin, Ireland.

Se deseja conhecer com maior desenvolvimento a vida encantadora de Edel Quinn e ao rnesrno tempo, de forma agradável, a Legião de Maria, peça EDEL QUINN. à LEGIÃO DE MARIA, Lago de S. Domingos, 57 - Porto.

                                                                                                                        Com apravação eclesiástica

Fundador da "Legião de Maria"

Em 07 de setembro de 1921

Frank Duff nasceu em Dublin - Irlanda, no dia 07 de junho de 1889. Foi o primogênito dos sete filhos que tiveram seus pais, John Duff e Susan Letitia Freehill. Freqüentou a Escola Belvedere, dos Jesuítas e depois o Colégio Blackrock, dos Padres do Espírito Santo, onde revelou-se ótimo estudante e desportista, atingindo altas notas em todos os cursos. Ele conquistou o cobiçado primeiro prêmio de língua gaélica, disputado em Blackrock.
Senso de disciplina, viva inteligência e humor calmo, marcaram Duff como um homem de futuro promissor. Após sua graduação, em 1907, assim como o pai, abraçou o serviço público. Embora absorvido pelo trabalho, praticava a Religião devotamente. Participava da Missa regularmente, visitava diariamente o Santíssimo Sacramento e rezava o Rosário. Aos 25 anos, sentiu forte desejo de compartilhar sua fé com os outros. Foi nessa ocasião que um colega de trabalho o apresentou à Sociedade São Vicente de Paulo, uma sociedade de católicos leigos fundada por Frederico Ozanam, em 1833, sendo composta por diversas unidades distintas, denominadas "Conferências". Ingressou na Conferência de Nossa Senhora do Monte Carmelo, onde iniciou visitando os habitantes dos cortiços de Dublin. Em menos de um ano, já era Secretário até assumir, quatro anos depois, a presidência da Conferência de São Patrício, em Mira House - Dublin.
O esforço agressivo e secular dos protestantes para arrebanhar os irlandeses, tornou-se infeliz na Dublin de Frank Duff. Aqueles militantes, estabeleceram centros de proselitismo nas favelas, onde forneciam refeição aos pobres, nas manhãs de domingo. Em troca de comida e bebida, deveriam participar do culto dos crentes.
Sob a liderança de Joe Gabett, Frank e algumas mulheres organizaram uma cozinha num estábulo abandonado, próximo daquele estabelecimento. Frank andava, para cima e para baixo em frente àquela instituição e induzia a fila de famintos, a ir à cantina de Gabett, onde poderiam fazer a refeição com paz e dignidade.
Como presidente da Conferência de São Patrício, em 1918, Frank realizava reuniões em Myra House, na Paróquia de São Nicolau de Myra. A casa funcionava como um centro social católico, no coração do bairro mais antigo de Dublin. As mulheres ajudavam os Vicentinos, servindo os cafés às crianças pobres nas manhãs de domingo. Mais tarde, as senhoras se juntaram a alguns Vicentinos, e o grupo se reunia nas tardes de domingo para oração e discussão de temas religiosos. A linha acolhida para pôr em prática a devoção à Nossa Senhora foi o “Pequeno Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”, de São Luís Maria Grignion de Montfort.
Sob o título de Associação de Nossa Senhora da Misericórdia, no dia 07 de setembro de 1921, foi lançada a semente da Legião de Maria. Padre Michael Toher, Vigário de São Nicolau, Frank Duff e quinze moças, reuniram-se em Myra House para definir as diretrizes do grupo e projetos futuros. Uma das moças cobriu a mesa com uma toalha branca, colocando sobre ela a imagem da Imaculada Conceição, com dois vasos de flores e duas velas acesas. Sob inspiração divina, Padre Toher falou brevemente. Cada participante aceitou a incumbência particular de visitas aos pacientes pobres do Hospital da União, que ficava próximo, exatamente como os Vicentinos já faziam aos pacientes masculinos. Prontificaram-se a reunirem-se na semana seguinte para relatarem os resultados. Nesse dia, elegeram a Sra. Elizabeth Kirwan, faxineira de um escritório em Dublin e a mais velha do grupo, como presidente da Associação de Nossa Senhora da Misericórdia. Foi este encontro que marcou a semente e o modelo de centenas de milhares, mesmo milhões de outras reuniões, realizadas em cada continente nas seis décadas seguintes.
Em novembro de 1925, a Associação de Nossa Senhora da Misericórdia tinha estabelecido cinco ou seis grupos em Dublin. Os líderes de cada equipe continuavam se reunindo em Myra House. As mulheres denominavam cada novo grupo com um título da Virgem Santíssima. “A inspiração do movimento era Nossa Senhora”, relembrava Frank Duff. “Então, enquanto cada grupo particular tinha um título da Mãe Santíssima, estávamos procurando um título geral que abrangesse o Movimento total”. Frank recordava que, na noite anterior ao encontro que determinou o novo título, ele estava trabalhando até tarde. “Era bem depois da meia-noite, e eu estava pensando em ir para a cama. Em meu gabinete, estava um belo quadro de Nossa Senhora. Fiquei em frente a ele, olhando-o, e em minha mente, veio a expressão: “Legião de Maria”. Quando a reunião começou, no dia seguinte, ele sugeriu a adoção daquele título. “Para minha consternação”, disse, “o grupo rejeitou”. Finalmente, os delegados, incapazes de encontrar título mais adequado, unanimemente aceitaram o “LEGIÃO DE MARIA” de Frank.
O Termo “Legião” abriu novos horizontes na mente do fundador. Grande admirador das Legiões militares romanas, desde o tempo do Colégio Brackrock, via a Legião de Maria como um exército destinado a estabelecer o Reino de Deus no mundo inteiro. O Exército de Maria usaria a “espada do Espírito”, a Palavra de Deus, para substituir as armas brutais dos soldados romanos.
“Os legionários esperam tornar-se merecedores de Sua excelsa Rainha”, lê-se no manual da Legião, composto, mais tarde, por Frank, “por sua lealdade, suas virtudes, sua coragem”. A Legião é organizada segundo o modelo de um exército, especialmente daquele da antiga Roma, cuja nomenclatura adotou (isto é, o sistema de nomes para descrever a estrutura organizacional da Legião). Pouco depois de a Legião ter iniciado, Frank falou ao pequeno grupo que o Movimento era destinado a cobrir o mundo. “Eles riram de mim”, lembrava-se.
Em 1927, a Legião abriu uma casa para os homens sem lar, na rua Brunswick e chamou-a “Estrela da Manhã”. Este novo trabalho começou a atrair mais homens para as fileiras legionárias. Em abril de 1928, Frank estabeleceu o primeiro Praesidium (célula grupo inicial) da Legião, no além mar, em Glasgow, na Escócia. Pouco depois se instalavam novos em Londres e em Paris. Em novembro de 1931, um grupo de mineiros se reuniam em Raton, Novo México, para iniciar a primeira fundação na América. No ano seguinte, os índios Cowychan do Canadá, fundaram o primeiro Praesidium em sua terra.
Em 1932, o clero e os leigos católicos de todo o mundo se reuniram em Dublin, a fim de participar do Congresso Eucarístico Internacional.
No período inicial, o movimento era visto com reservas até mesmo por setores do clero, e Frank Duff encontrou muitas resistências, apesar da constante expansão do Movimento mariano. Os superiores Jesuítas Irlandeses, desencorajaram seus padres a servirem de diretores espirituais da Legião. Apesar disso Frank nutria um profundo respeito pelos Inacianos, além de saber discernir os limites existentes entre o apostolado leigo e o clero. Os contratempos entre ele e a Igreja de Dublin era um fator que correspondia ao clima da época. A Ordem hierárquica de então, não favorecia muito as iniciativas leigas. Contudo, não tratava-se de um círculo eclesiástico fechado. Se o fosse, Frank não poderia ter feito nenhum progresso. Tanto é assim que, em 1947, já quinhentos e cinqüenta bispos, em todo o mundo, já tinham aceito a Legião em suas dioceses.
A Legião teve seus mártires. Na China, o Movimento espalhou-se como fogo em floresta, depois da Segunda Guerra Mundial. Somente em Shangai, mil Praesidia floresciam. Depois da invasão comunista, a Legião sofreu amarga perseguição. Os comunistas declararam que a estrutura da Legião era quase idêntica à estrutura deles. Os vermelhos declararam-na facista, reacionária, uma recrutadora de proprietários capitalistas, bêbados e prostitutas. Como não bastasse, o governo comunista considerou a Legião como agente do governo americano. Apesar da perseguição, a Legião contribuiu, de maneira considerável, para o fracasso da Associação Patriótica dos Católicos Chineses, ganhando adesão de muitos católicos romanos na China. A Legião pagou seu preço: Três mil Legionários foram condenados à morte.
Após dois anos do início das atividades do Concílio Vaticano II, o Papa Paulo VI convidou Frank Duff para participar como observador Leigo. “O grande ausente” chegou e tomou o seu lugar, naquele setembro de 1965, entre os delegados e observadores do Concílio Vaticano II. Ao notar a presença do “grande ausente”, o Cardeal Heenan, da Grã-Betanha, interrompeu seu discurso para comunicar aos dois mil e quinhentos patriarcas, cardeais, bispos, abades e superiores de ordens religiosas que Frank Duff, o gênio dirigente da Legião de Maria, se tornara finalmente um participante do Concílio. O Cardeal Leo Suenens, da Bélgica, relembrava que os delegados do Concílio cumprimentaram Duff “com uma calorosa e emocionante ovação. Foi um momento inesquecível”. Muitos haviam questionado porque Duff, líder de um dos maiores e mais efetivos movimentos leigos da Igreja, não fora convidado, junto com outros observadores leigos, em 1963. O modesto Duff, tranqüilamente sentado, aceitou a honra concedida, não para si, mas para centenas de apóstolos leigos que ele representava. O aplauso foi duramente conquistado – bem como cada êxito que havia experimentado.
Depois do Concílio Vaticano II, Frank reagiu vigorosamente às tentativas de alguns elementos da Igreja, que tentaram rebaixar o papel de Maria no esforço missionário. Muitos apontaram o Concílio Vaticano II como iniciador dessa tendência. “O Concílio Vaticano II elevou, para novas alturas, a relação de Maria na Igreja”, declara ele em “A Mulher no Gênesis”, uma série de ensaios escritos depois do Concílio. Citando o oitavo capítulo da Constituição da Igreja (Lumem Gentium) que explica integralmente o papel de Maria, ele escreveu: “Maria é inseparável da Igreja. Você não pode eliminá-La e, ao mesmo tempo, deixar a Igreja intacta. Cessaria de ser Igreja Católica”.
Em maio de 1978, o Papa João Paulo II convidou-o para uma visita pessoal ao Vaticano. Participando da Santa Missa do Pontífice, em seu apartamento, tomou café com ele depois. Ao partir, levava a certeza de que a Legião tinha o apoio, sem limites, do Santo Padre. Nesta época, a saúde de Frank Duff estava comprometida e declinava rapidamente.
Sozinho, na “Casa de Montfort”, passava seu tempo em estudo e orações, mas sempre mantendo contato com as instituições beneficentes, bem como os escritórios centrais da Legião, ali perto. No dia 07 de setembro de 1980, ele disse à legionária Nellie Jessup, que não iria almoçar na “Regina Coeli”, como de costume, mas estaria ali, para o chá das cinco. Não apareceu. A senhora Nellie foi à “Casa de Montfort” e encontrou o grande e valoroso lutador em sua cama, braços cruzados, olhos abertos, fixando a estátua do Sagrado Coração, na parede. Frank Duff, a quem muitos haviam descrito como “um dos grandes católicos do século XX”, tinha ido receber seu prêmio na Eternidade.

O incenso nos Rituais Católicos

O incenso é uma resina gomosa que brota na forma de gotas da árvore Boswellia Carteri, arbusto que cresce espontaneamente na Ásia e na África. Durante o tempo de calor e seca (nos meses de fevereiro e março) são feitas incisões sobre o tronco e ramos, dos quais brota continuamente a resina, que se solidifica lentamente com o ar. A primeira exudação para nada serve e é, pois, eliminada; a segunda é considerada como material deteriorável; a terceira, pois, é a que produz o incenso bom e verdadeiro, do qual são selecionadas três variedades, uma de cor âmbar, uma clara e a outra branca.
NA ANTIGÜIDADE: Era uso antigo espalhar resina e ervas aromáticas sobre carvões acesos para purificar o ar e afastar o perigo de infecções. Num primeiro momento, a fumaça tinha um valor catártico (de purificação, de relaxamento) e também apotropaico (o de afastar ou destruir as influências maléficas provenientes de pessoas, coisas, animais, acontecimentos). O uso desta resina perfumada não era exclusivo do culto religioso. O incenso não era queimado somente nos templos, mas também nas casas; as incensações exalavam perfume e, ao mesmo tempo, tinham um fim higiênico. O incenso foi sempre considerado como algo muito precioso. Era utilizado em todas as cerimônias e funções propiciatórias, porém, era sobretudo queimado diante de imagens divinas nos ritos religiosos de muitos povos e, ao se sublimarem as concepções religiosas, as espirais de incenso, em quase todos os cultos, converteram-se em símbolo da oração do homem que sobe até Deus. No culto aos mortos, a fumaça que subia para o alto, era considerada como uma forma de atingir o além e, ao mesmo tempo servia para afastar o odor proveniente da decomposição, uma necessidade premente nos países de clima mais quente. O incenso era também utilizado como expressão de honra para os imperadores, o rei e as pessoas notáveis.
NAS SAGRADAS ESCRITURAS: Conta-se na Bíblia que a Rainha de Sabá chegou a visitar Jerusalém e o Rei Salomão, levando-lhe, entre outros presentes, uma quantidade extraordinária do mais precioso incenso que, naquela época, era vendido num centro de comércio muito importante. De fato, ao longo da história do incenso prosperam povos e reinos míticos, como se lê na Bíblia, no Alcorão e no Livro etíope dos reis. O incenso fazia parte da composição aromática sagrada destinada unicamente a Deus (Ex 30,34) e se transformou em símbolo de adoração. Em linhas gerais é símbolo de culto prestado a Deus e de adoração: Ouçam-me, filhos santos...Como incenso exalem bom odor Si 39,14). A oferenda do incenso e a oração são intercambiáveis, ambos são sacrifícios apresentados a Deus, como diz o salmo 141, que proclama: Suba até vós minha oração, como o perfume do incenso. E é com estas palavras que, na Igreja Oriental, o celebrante ora durante as Vésperas e Laudes matutinas dos dias de festa espalhando em torno de si o perfume do incenso. Com a oferta do incenso os magos do Oriente adoraram o menino Jesus como o recém-nascido Salvador do Mundo (Mt. 2,11). No último livro do Antigo Testamento, o Apocalipse, João vê vinte e quatro anciãos que estavam diante do Cordeiro de Deus, com arpas e taças de ouro cheias de incenso: São as orações dos santos (Ap 8,3-4).
ENTRE OS CRISTÃOS: Os cristãos não utilizaram o incenso na liturgia desde o início porque queriam se distinguir, o mais claramente possível, do paganismo. Extinto o paganismo, o rito do incenso encontrou logo seu lugar na liturgia cristã. A partir do Século IV, a tradição cristã adotou o incenso em seus rituais de consagração e ainda hoje o queima para honrar o altar, as relíquias, os objetos sagrados, os sacerdotes e os próprios fiéis, e para propiciar a subida ao céu das almas dos falecidos no momento das Exéquias. Primeiramente foram colocados turíbulos na igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, e em seguida também nas grandes basílicas do Ocidente, junto aos altares e diante dos túmulos dos mártires. Graças à benção propiciada pelo incenso antes de seu uso, ele chega a ser um sacramental (sinal sagrado, que possui certa semelhança com os sacramentos e do qual se obtém efeitos espirituais). Desde o século IX, instaurou-se o uso do incenso no início da Missa e desde o século XI o altar se transformou no centro da incensação.O turíbulo era também levado na procissão junto com o evangeliário. Em seguida, a incensação estendeu-se às oferendas do pão e do vinho, que são incensadas três vezes em forma de cruz, da mesma maneira como se procede com o altar e a comunidade litúrgica. Desta forma, nasceu a tríplice incensação durante a Missa, praticada também hoje de maneira regular no Oriente e, entre nós, somente nas festas solenes. O incenso deve envolver toda uma atmosfera sagrada de oração que, como uma nuvem perfumada, sobe até Deus. O agitar do turíbulo em forma de cruz recorda principalmente a morte de Cristo e seu movimento em forma de círculo revela a intenção de envolver os dons sagrados e de consagrá-los a Deus. O incenso é muito utilizado na liturgia fúnebre. Os falecidos permanecem como membros da Igreja, já santificados pelos sacramentos. Portanto, seu corpo morto é honrado com o incenso, como as santas mulheres, na manhã de Páscoa, queriam honrar o corpo de Jesus, ungindo-o com óleos preciosos. Na reforma litúrgica, depois do Concílio, em muitos lugares renunciou-se ao símbolo tradicional do incenso, da mesma forma como ocorreu com outros símbolos mais antigos. Na consagração solene de um altar, depois da unção da mesa, queima-se incenso e outros aromas sobre os cinco pontos do altar. O bispo interpreta esse gesto com as palavras: ?Suba até vós, Senhor, o incenso de nossa oração; e como o perfume se espalha por este templo, assim possa tua Igreja expandir para o mundo o suave perfume de Cristo.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

O Significado da Palavra Vaticano

De acordo com a Enciclopedia Católica online:

"O território entre a margem direita do rio Tibre entre Monte Mario e Gianicolo (Janiculum) era conhecido na antiguidade como o "Ager Vaticanus" e, propriamente, por seu caráter pantanoso, a parte mais baixa desse distrito era conhecida por ter uma reputação sujeita a doenças. A origem do nome Vaticano é incerta, alguns entendem que o nome vem de uma desaparecida cidade Etrusca chamada Vaticum" ( Ager em latim significa terra ou região).

Procurando pela palavra vaticanus e sua variações no dicionário latino português de Geraldo de Ulhoa Cintra e José Cretela Junior, e outros dicionários Latim-português você facilmente encontrara que as palavras vatic - vates - vatis, todas elas estão relacionadas com o sentido de Profecia, como você podera acompanhar abaixo. A Cidade do Vaticano e a Basílica de São Pedro da Igreja Católica Romana foram construídas nos montes do Vaticano ou nas colinas do Vaticano.

VATES, VATIS = profeta, profetiza

VATICANUS, A, UM = pertencente ao monte Vaticano

VATICANUS, I = Vaticano, Deus dos Romanos, que presidia a primeira fala dos meninos

VATICINAN, ANTIS = advinha, profetiza, que prediz o futuro.

VATICINATIO, ONIS = vaticinio, profecia, predição

VATICINIUM, II = vaticínio, prognostico,predição, oráculo

VATICINOR = (verbo) predizer, adivinhar

VATICINUS,A,UM = pertencer a profecia

Note que há sete palavras acima contendo o prefixo VATIC e todas elas estão relacionadas com profecias, a palavra vatic e suas associações com profecia é um fato que pode ser observado até no dicionário AURÉLIO da língua portuguesa

Temos como exemplos as palavras: vaticinação, vaticinador, vaticinante, vaticinar, vaticínio.

Outro detalhe interessante pode ser encontrado no dicionário latino - português.

ANUS, US. f. = mulher velha

ANUS,A,UM =(adj.suf) usado como sufixo em muito nomes, tais como:

URBANUS = da cidade

ROMANUS = de Roma

Vaticanus surge então como a combinação de VATIC+ANUS , assim como Romanus é a combinação de Roma+anus portanto, colinas do Vaticano significa COLINAS DA PROFECIA, a palavra Vaticano é um aportuguesamento da palavra Vaticanus.

De onde vem a palavra Vaticano e o que ela significa?

Procure no dicionário palavras derivadas do latim VATES, e verificará que elas tem uma significação relativa a "conhecimento do futuro". O nome Vaticano é dado ao lado oeste do rio Tibre em Roma por causa dos adivinhos que diariamente ficavam enfileirados apregoando os seus serviços aos passantes na rua, isto ocorria no décimo quarto século quando o Papado retornou para Roma, voltando do período em que a Igreja Católica teve sua sede na cidade de Avignon ( França), atualmente o Vaticano tornou-se a residencia dos Papas, e a palavra passou a referir-se ao enclave em Roma que se tornou a a residência dos Papas e a séde administrativa da Igreja Católica Romana..

procure em ingles Incredible Book of Vatican Facts and Papal Curiosities, by Nino Lo Bello, Liguori Publications, Copyright 1998, ISBN 0-7648-0171-6, page 135.

Veja-se aqui um versículo encontrado na " Vulgata" (Tradução da Bíblia em latim) e como está traduzido na Versão João Ferreira de Almeida ( Edição contemporanea e outras):

Neh 6:12 et intellexi quod Deus non misisset eum sed quasi vaticinans locutus esset ad me et Tobia et Sanaballat conduxissent eum

Neh 6:12 Então percebi que não era Deus quem o enviara, mas que ele tinha profetizado contra mim porque Tobias e Sambalate o haviam subornado

( os destaques em negrito são nossos)

Agora observem as moedas emitidas na cidade do Vaticano. As moedas contem a inscrição em Italiano "CITTÁ DEL VATICANO", que nos acabamos de demonstrar, significa CIDADE DA PROFECIA.


Papa Pio XII - 1958

Papa João XXIII - 1959

Cittá del Vaticano - Cidade da Profecia

Papa Paulo VI - 1963


Para ver em close a moeda click sobre ela.

Apocalipse 17:18 E a mulher que viste é a grande cidade que reina sobre os reis da terra..

Há também uma mulher no outro lado da moeda, e a seus pés o título FIDES que significa FÉ. Esta mulher é um símbolo da fé Católica Romana, ou seja A Igreja Católica.

A esquerda temos uma estatua com o mesmo simbolismo da Fé Católica Romana, esta estatua decora o monumento ao Papa Clemente IX (1667 -1669) e foi colocada na Basílica de Santa Maria Maggiore em Roma em 1671.
É interessante que o sufixo anus em latim também significa"mulher velha" , logo Vaticanus é uma combinação de duas palavras que resultam em A VELHA MULHER DA PROFECIA, essa mulher tornou-se o símbolo da Igreja Católica..

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Campanha da Fraternidade 2010


Campanha da Fraternidade 2010, “Fraternidade e Economia” será lançada dia 10.


Aos pés do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, o material da Campanha da Fraternidade 2010, “Fraternidade e Economia”, será lançado no próximo dia 10, às 15h. O lema da CF será: “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro” (Mt 6,24), escolhido no ano passado.
O evento contará com a participação de várias autoridades eclesiásticas e políticas, entre elas o secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Dimas Lara Barbosa, o presidente do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic), pastor sinodal Carlos Augusto Möller, a senadora Marina Silva, o economista e secretário de Economia Solidária do Ministério do Trabalho, professor Paul Singer, entre outros.
Sob a responsabilidade do Conic, a Campanha da Fraternidade 2010 será ecumênica e estará aberta à participação de todas as denominações cristãs. Esta é a terceira Campanha da Fraternidade Ecumênica. As outras foram realizadas em 2000 e em 2005.
O presidente do Conic fará a abertura do ato. Logo em seguida, terá início a apresentação do material da Campanha pelo diretor executivo das Edições CNBB, padre Valdeir dos Santos Goulart e pelo secretário geral do Conic, Reverendo Luiz Alberto Barbosa. A senadora Marina Silva e o professor Paul Singer.

“O objetivo da Campanha da Fraternidade 2010 é unir as Igrejas Cristãs e, principalmente a nossa sociedade, que é formada por pessoas de boa vontade, na promoção de uma economia a serviço da vida, sem exclusões, criando uma cultura de solidariedade e trazendo paz”, disse o reverendo Luiz Alberto. Segundo o secretário do Conic, o tema da CF 2010 foi escolhido a partir de sugestões das Igrejas-membro do Conic. “Na Bíblia, os pobres e todos os necessitados estão no centro da justiça que Deus exige das relações humanas e econômicas”, afirma o secretário.

“A nossa participação na cerimônia de lançamento do material será apresentar o cartaz e o folder de 2010 e explicar um pouco o processo de criação e desenvolvimento do mesmo”, explicou o diretor executivo das Edições CNBB.
A ex-diretora do Conic, Elinete Miller, fará a apresentação do cartaz da CF e o Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, motivará os participantes a rezarem juntos o Pai Nosso Ecumênico.

HINO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE

VÍDEO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2010 - I

VÍDEO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2010 - II

VÍDEO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2010 - III

Oração da Campanha da Fraternidade:

Ó Deus criador, do qual tudo nos vem, nós te louvamos pela beleza e perfeição de tudo que existe como dádiva gratuita para a vida.

Nesta Campanha da Fraternidade Ecumênica, acolhemos a graça da unidade e da conivência fraterna, aprendendo a ser fiéis ao Evangelho. Ilumina, ó Deus, nossas mentes para compreender que a boa nova que vem de ti é amor, compromisso e partilha entre todos nós, teus filhos e filhas.

Reconhecemos nossos pecados de omissão diante das injustiças que causam exclusão social e miséria. Pedimos por todas as pessoas que trabalham na promoção do bem comum e na condução de uma economia a serviço da vida.

Guiados pelo teu Espírito, queremos viver o serviço e a comunhão, promovendo uma economia fraterna e solidária, para que a nossa sociedade acolha a vinda do teu reino.

Por Cristo, nosso Senhor. Amém.